O mercado de pneus não teve um bom ano em 2024. Segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), as vendas totais despencaram 2,7%, caindo de 51,97 milhões de unidades em 2023 para 50,59 milhões neste ano. É o pior resultado desde 2013, quando foram vendidos 50,71 milhões de pneus. Enquanto as vendas para montadoras subiram tímidos 1,4% (de 12,56 milhões para 12,73 milhões), o mercado de reposição — aquele que mais interessa a mecânicos e lojistas — amargou uma queda de 3,9% (de 39,41 milhões para 37,85 milhões).
A concorrência dos pneus importados, especialmente os asiáticos, continua pesando na indústria nacional. Apesar de alguns segmentos mostrarem leve recuperação, como o de carga, o cenário geral foi de retração. Os pneus de passeio, por exemplo, tomaram um tombo de 6,7% (de 27,48 milhões para 25,64 milhões), com o mercado de reposição despencando 9,2% (de 19,76 milhões para 17,95 milhões) e as vendas para montadoras caindo 0,4% (de 7,71 milhões para 7,68 milhões).
No segmento de carga, houve um respiro: as vendas cresceram 3,4% (de 6,45 milhões para 6,67 milhões), puxadas por um salto de 20,8% nas montadoras (de 1,50 milhão para 1,82 milhão). Mas o reposição caiu 1,9% (de 4,94 milhões para 4,84 milhões). Já os pneus para veículos comerciais leves subiram 3,3% (de 7,46 milhões para 7,71 milhões), com alta de 5,1% nas montadoras (de 2,99 milhões para 3,14 milhões) e 2% no reposição (de 4,47 milhões para 4,56 milhões).
As motos também trouxeram uma boa notícia: o mercado de reposição de pneus para motocicletas cresceu 3,3% (de 9,73 milhões para 10,05 milhões). Mesmo assim, o ano foi duro para o setor, e o impacto das importações segue sendo um desafio para quem vive do aftermarket automotivo.
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